Novas regras do INSS entram em vigor e ampliam críticas ao governo Lula no início de 2026



A entrada em vigor das novas regras de aposentadoria do INSS no início de 2026 reacendeu críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mudanças, previstas na Reforma da Previdência e aplicadas de forma progressiva nos últimos anos, passaram a exigir idade mínima maior e pontuação mais elevada para concessão do benefício, o que, segundo especialistas e representantes de trabalhadores, torna o acesso à aposentadoria mais difícil para milhões de brasileiros.

Pelas novas regras, a idade mínima passou a ser de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. Além disso, o sistema de pontuação — que combina idade e tempo de contribuição — aumentou para 93 pontos no caso das mulheres e 103 pontos para os homens.

Críticas de sindicatos e opositores

Sindicatos, movimentos sociais e opositores do governo afirmam que as mudanças representam um “adiamento forçado” da aposentadoria e impactam especialmente trabalhadores de baixa renda, com histórico de informalidade e contribuições irregulares. Segundo essas entidades, a elevação contínua da idade e da pontuação “afasta o benefício do alcance de quem mais precisa”.

Críticos também argumentam que o governo Lula, apesar de ter feito promessas de fortalecimento da proteção social durante a campanha eleitoral, não promoveu revisões ou medidas de transição que aliviassem os efeitos do novo cálculo previdenciário. Para eles, a ausência de iniciativas compensatórias, como incentivos à contribuição ou ampliação de benefícios assistenciais, amplia o sentimento de frustração entre segurados.

Governo prioriza sustentabilidade fiscal, dizem analistas

Economistas ouvidos por analistas avaliam que o governo prioriza a sustentabilidade fiscal do sistema previdenciário, diante do envelhecimento da população e do déficit crescente nas contas públicas. No entanto, reconhecem que o impacto social é significativo, sobretudo em um cenário de desemprego, informalidade e redução de renda, que já dificultam o recolhimento regular ao INSS.

Repercussão política

O tema também provoca reflexos políticos. Lideranças sindicais e parlamentares têm se manifestado nas redes sociais questionando se as promessas de “Brasil para todos” estão sendo cumpridas. Há relatos de mobilizações e protestos organizados por categorias profissionais que defendem maior flexibilização das regras.

Enquanto isso, especialistas previdenciários orientam os trabalhadores a buscarem informações detalhadas sobre o próprio histórico contributivo e alternativas legais, como aposentadorias por incapacidade ou regras de transição ainda vigentes em casos específicos.

O debate em torno das novas exigências deve continuar ao longo de 2026, em meio à pressão por ajustes que conciliem equilíbrio fiscal e proteção social à população que se aproxima da idade de aposentadoria.

📰 Da Redação / Chapada em Foco

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