Pelas novas regras, a idade mínima passou a ser de 59 anos e 6 meses para mulheres e 64 anos e 6 meses para homens. Além disso, o sistema de pontuação — que combina idade e tempo de contribuição — aumentou para 93 pontos no caso das mulheres e 103 pontos para os homens.
Críticas de sindicatos e opositores
Sindicatos, movimentos sociais e opositores do governo afirmam que as mudanças representam um “adiamento forçado” da aposentadoria e impactam especialmente trabalhadores de baixa renda, com histórico de informalidade e contribuições irregulares. Segundo essas entidades, a elevação contínua da idade e da pontuação “afasta o benefício do alcance de quem mais precisa”.
Críticos também argumentam que o governo Lula, apesar de ter feito promessas de fortalecimento da proteção social durante a campanha eleitoral, não promoveu revisões ou medidas de transição que aliviassem os efeitos do novo cálculo previdenciário. Para eles, a ausência de iniciativas compensatórias, como incentivos à contribuição ou ampliação de benefícios assistenciais, amplia o sentimento de frustração entre segurados.
Governo prioriza sustentabilidade fiscal, dizem analistas
Economistas ouvidos por analistas avaliam que o governo prioriza a sustentabilidade fiscal do sistema previdenciário, diante do envelhecimento da população e do déficit crescente nas contas públicas. No entanto, reconhecem que o impacto social é significativo, sobretudo em um cenário de desemprego, informalidade e redução de renda, que já dificultam o recolhimento regular ao INSS.
Repercussão política
O tema também provoca reflexos políticos. Lideranças sindicais e parlamentares têm se manifestado nas redes sociais questionando se as promessas de “Brasil para todos” estão sendo cumpridas. Há relatos de mobilizações e protestos organizados por categorias profissionais que defendem maior flexibilização das regras.
Enquanto isso, especialistas previdenciários orientam os trabalhadores a buscarem informações detalhadas sobre o próprio histórico contributivo e alternativas legais, como aposentadorias por incapacidade ou regras de transição ainda vigentes em casos específicos.
O debate em torno das novas exigências deve continuar ao longo de 2026, em meio à pressão por ajustes que conciliem equilíbrio fiscal e proteção social à população que se aproxima da idade de aposentadoria.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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