Após mais de um mês de buscas, a idosa Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrada morta na quarta-feira (21/1), em Bauru, no interior de São Paulo. O corpo da vítima estava a mais de 30 metros de profundidade, dentro de um poço desativado localizado na própria propriedade onde ela morava.
Dagmar estava desaparecida desde 19 de dezembro de 2025, data em que tiveram início as buscas, que mobilizaram a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros e funcionários da prefeitura municipal. Durante os trabalhos, as equipes chegaram a escavar o local do poço e até cogitaram a demolição de uma residência devido à complexidade da operação.
Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a ação foi considerada uma das mais complexas e de alto risco já realizadas na região, em razão da profundidade extrema do poço, da instabilidade do solo e da proximidade com as fundações da casa.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), no local onde o corpo foi encontrado foram apreendidos documentos pessoais e um cartão bancário em nome da vítima. Exames periciais foram requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para confirmar oficialmente a identidade e auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da morte.
As investigações da Polícia Civil apontam que Dagmar morava sozinha em um sítio, onde também residia, em outra casa, um casal de caseiros, identificados como Paulo e Daniela. De acordo com a polícia, o casal deixou o local de forma abrupta, abandonando a residência em condições de desordem, o que levantou suspeitas e reforçou a linha investigativa.
Os dois foram presos na noite do dia 24 de dezembro, na cidade de Itararé, no Paraná, no momento em que tentavam trocar um veículo Astra por um Kadett. Eles seguem à disposição da Justiça, enquanto o caso continua sendo investigado para apurar responsabilidades e a dinâmica dos fatos.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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