Real inicia 2026 em alta e dólar cai para R$ 5,42 no primeiro pregão do ano



O primeiro pregão de 2026 foi marcado por movimentos opostos no mercado financeiro brasileiro. Nesta sexta-feira (2/1), o dólar à vista encerrou o dia em queda de 1,18%, cotado a R$ 5,42. Já o Ibovespa, principal índice da B3, operou em baixa e recuava 0,35% às 16h55, atingindo 160.560,52 pontos.

Apesar da queda frente ao real, o dólar se fortaleceu perante diversas moedas internacionais. O índice DXY — que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas (euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço) — registrava alta de 0,15% no mesmo horário, mostrando que o movimento no Brasil foi uma exceção entre emergentes.

Apreciação do real chama atenção

Segundo André Valério, economista sênior do Banco Inter, o real apresentou uma valorização expressiva nas duas últimas sessões, mesmo em um cenário de fortalecimento global do dólar. De acordo com ele, o principal fator por trás desse comportamento foi a reversão do fluxo de saída de capitais associado ao pagamento de dividendos ao fim de 2025.

Valério também destaca que o câmbio retornou a patamares próximos aos observados antes do anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, evento que havia aumentado a volatilidade no mercado em dezembro. Para o economista, a tendência é de relativa estabilidade ao longo de janeiro, com a taxa de câmbio girando em torno de R$ 5,40, desde que não surjam novas incertezas no cenário internacional.

Bolsa recua puxada por grandes empresas

Enquanto o dólar recuou, a Bolsa brasileira não acompanhou o otimismo. O Ibovespa chegou a operar próximo da estabilidade em parte do dia, mas perdeu força ao longo da tarde. A desvalorização das ações de empresas de grande peso no índice, como Petrobras e Vale, contribuiu para o desempenho negativo do pregão.

A movimentação reflete cautela dos investidores diante do cenário externo ainda incerto e da dinâmica doméstica, marcada por expectativas quanto à política econômica e ao ritmo de atividade no início de 2026.

O mercado segue atento aos desdobramentos políticos e econômicos das próximas semanas, que devem influenciar tanto o comportamento do câmbio quanto o desempenho da Bolsa de Valores.

📰 Da Redação / Chapada em Foco

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