Mulher é afastada por desviar R$ 12 milhões de 4 entidades católicas


Uma mulher acusada de desviar cerca de R$ 12 milhões de quatro instituições católicas ao longo de 10 anos foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sob suspeita de executar um esquema sofisticado de drenagem patrimonial.

Identificada como Brígida Rachid José Pedro, a mulher foi afastada do cargo de administradora e responderá pelos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia, feita em 21 de janeiro deste ano, Brígida se valia de abuso de confiança e do uso fraudulento de empresas. As vítimas foram as irmandades católicas Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz, Patrimônio da Caridade da Venerável Irmandade do Glorioso Mártir São Braz, Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte e Caixa de Caridade da Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição e Boa Morte.

A denúncia descreve que o canal para a apropriação dos recursos foi aberto em 2011, quando a denunciada sucedeu os pais na administração das irmandades e assumiu a gestão absoluta dos bens eclesiásticos.

O modus operandi do esquema consistia na contratação da empresa Support Serviços Empresariais, criada pela própria denunciada, para a prestação de serviços e gestão imobiliária das entidades. De acordo com as investigações, trata-se de uma empresa de fachada, constituída ainda em 2011, apenas 16 dias antes de ser contratada pelas irmandades, à época ainda geridas pelos pais da acusada.

O MPRJ ressalta que não foi identificado nenhum funcionário empregado pela Support nos registros oficiais e que a empresa conta com capital social de apenas R$ 2 mil, embora movimente milhões de reais todos os anos.

“Assim, desde sua criação e até pelo menos o ano de 2024, a Support foi uma empresa de fachada, desprovida de capacidade operacional, criada exclusivamente para permitir a transferência ilícita de recursos das irmandades para o patrimônio da denunciada, ocultando a origem ilícita dos valores”, conclui a denúncia.

fonte:metropoles

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