Em declaração à coluna do jornalista Paulo Cappelli, Anielle afirmou que a decisão já está tomada e que os próximos passos serão alinhados diretamente com o presidente. “Estou certa [de deixar o ministério]. Vou alinhar os detalhes com o presidente Lula para definir os próximos passos”, disse a ministra.
Questionada sobre quem poderá assumir o Ministério da Igualdade Racial após sua saída, Anielle destacou que a definição caberá exclusivamente ao presidente da República. Segundo ela, a transição deverá ocorrer de forma organizada, respeitando as diretrizes do governo federal.
A possibilidade de Anielle Franco disputar um cargo eletivo já vinha sendo ventilada nos bastidores. Em outubro do ano passado, a própria coluna Paulo Cappelli havia antecipado que a ministra planejava deixar o cargo para concorrer nas eleições de 2026. Aliados afirmam que a decisão faz parte de uma estratégia do PT para fortalecer a chapa do partido no Rio de Janeiro.
No Palácio do Planalto, já existem discussões internas sobre a reorganização do Ministério da Igualdade Racial durante o período eleitoral. Integrantes do governo garantem que, mesmo com a eventual mudança no comando da pasta, as políticas públicas e programas em andamento serão mantidos, assegurando a continuidade das ações voltadas à promoção da igualdade racial no país.
A saída de Anielle Franco deve marcar uma nova etapa tanto na sua trajetória política quanto na composição do primeiro escalão do governo Lula, em um momento de intensas articulações visando as eleições de 2026.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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