O que começou como mais uma manhã comum em Lauro de Freitas virou alvo direto da Polícia Federal. Logo nas primeiras horas do dia, agentes saíram às ruas para abrir um pente-fino em contratos firmados na Secretaria de Educação durante a gestão da ex-prefeita Moema Gramacho.
A operação foi batizada de Nota de Conceito e apura suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos públicos em um contrato milionário ligado ao fornecimento de solução integrada de ensino a distância, incluindo 21.300 tablets para a rede municipal.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Lauro de Freitas e Salvador. As diligências também alcançaram um escritório no edifício Mundo Plaza, no Caminho das Árvores. Além das buscas, houve sequestro de bens, com valores que podem chegar a R$ 26,5 milhões por investigado, segundo a cobertura local.
A suspeita central é pesada. Reportagens publicadas nesta terça apontam que a PF investiga um possível prejuízo de cerca de R$ 16 milhões no contrato sob análise, além de indícios de direcionamento da licitação.
Apesar da movimentação e da repercussão política imediata, Moema Gramacho não aparece, até o momento, como alvo direto da operação. A apuração está concentrada em empresas e pessoas ligadas à execução desses contratos específicos.
Os investigados podem responder por fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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