PT aposta em acordo para preservar chapa ‘puro-sangue’ na Bahia


 
O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, intensificou nas últimas semanas as articulações políticas para fechar acordos nos estados onde ainda há indefinições sobre as chapas majoritárias para as eleições de outubro. Um dos principais focos de atenção da legenda é a Bahia, onde divergências internas e negociações com partidos aliados seguem em curso.

Para tentar solucionar o impasse no estado, o PT propôs, na semana passada, que o senador Angelo Coronel (PSD-BA) componha a chapa como suplente do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no próximo pleito. A estratégia busca manter a unidade da base aliada sem abrir mão do projeto político petista no estado.

Como já noticiado anteriormente, a intenção do PT é consolidar uma chapa chamada de “puro-sangue”, formada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, pelo próprio Jaques Wagner e pelo atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Ao mesmo tempo, a legenda trabalha para não perder o apoio do PSD, partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab, que tem peso significativo na política baiana.

Dentro desse contexto, a proposta apresentada ao senador Angelo Coronel prevê que ele “divida” o mandato com Jaques Wagner. A ideia seria que, em um eventual novo governo Lula, Wagner assumisse um cargo no Executivo, abrindo espaço para que Coronel exercesse o mandato no Senado.

Segundo o próprio Jaques Wagner, a sugestão foi feita como uma alternativa para evitar conflitos internos e disputas públicas dentro da base aliada.
“Eu acho que tem outras formas da gente fazer. Eu realmente perguntei se ele toparia vir aqui para a suplência. Não tem por que a gente brigar só pelo direito de ele ser candidato”, afirmou o líder do governo no Senado.

A proposta, no entanto, ainda não teve resposta pública de Angelo Coronel. Procurado pela coluna da jornalista Milena Teixeira, o senador do PSD não retornou até o fechamento desta publicação. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

As negociações fazem parte de um esforço maior do Planalto e do PT para reduzir tensões regionais e garantir palanques sólidos para as eleições, especialmente em estados considerados estratégicos para o projeto de reeleição do presidente Lula e para a manutenção da base no Congresso Nacional.

📰 Da Redação / Chapada em Foco


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