Para tentar solucionar o impasse no estado, o PT propôs, na semana passada, que o senador Angelo Coronel (PSD-BA) componha a chapa como suplente do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no próximo pleito. A estratégia busca manter a unidade da base aliada sem abrir mão do projeto político petista no estado.
Como já noticiado anteriormente, a intenção do PT é consolidar uma chapa chamada de “puro-sangue”, formada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, pelo próprio Jaques Wagner e pelo atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Ao mesmo tempo, a legenda trabalha para não perder o apoio do PSD, partido comandado nacionalmente por Gilberto Kassab, que tem peso significativo na política baiana.
Dentro desse contexto, a proposta apresentada ao senador Angelo Coronel prevê que ele “divida” o mandato com Jaques Wagner. A ideia seria que, em um eventual novo governo Lula, Wagner assumisse um cargo no Executivo, abrindo espaço para que Coronel exercesse o mandato no Senado.
Segundo o próprio Jaques Wagner, a sugestão foi feita como uma alternativa para evitar conflitos internos e disputas públicas dentro da base aliada.
“Eu acho que tem outras formas da gente fazer. Eu realmente perguntei se ele toparia vir aqui para a suplência. Não tem por que a gente brigar só pelo direito de ele ser candidato”, afirmou o líder do governo no Senado.
A proposta, no entanto, ainda não teve resposta pública de Angelo Coronel. Procurado pela coluna da jornalista Milena Teixeira, o senador do PSD não retornou até o fechamento desta publicação. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
As negociações fazem parte de um esforço maior do Planalto e do PT para reduzir tensões regionais e garantir palanques sólidos para as eleições, especialmente em estados considerados estratégicos para o projeto de reeleição do presidente Lula e para a manutenção da base no Congresso Nacional.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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