Bolsonaristas e esquerdistas entram em confronto físico durante ato na Faculdade de Direito da USP



 Um ato organizado por movimentos de esquerda na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na tarde desta quinta-feira (8/1), terminou em confusão e agressões físicas após a presença e intervenção de políticos ligados ao bolsonarismo. A manifestação ocorria no mesmo dia em que se completaram três anos dos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O protesto tinha como pauta central a defesa da manutenção do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional. O texto vetado prevê a redução de penas para condenados pelos atos golpistas, tema que tem provocado forte polarização política no país.

Durante a manifestação, o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil) e os vereadores Rubinho Nunes (União-SP) e Malcon Mazzucatto (União-SP) compareceram ao local, o que gerou reação imediata dos manifestantes. O clima rapidamente se agravou, resultando em troca de agressões físicas, empurrões e socos, registrados em vídeos que circularam nas redes sociais.

Em suas redes, o vereador Rubinho Nunes afirmou ter sido agredido ao participar do ato. “Fui na USP e desmenti o 8 de Janeiro da esquerda. No final, fomos agredidos”, escreveu. Em outra publicação, o parlamentar ironizou a manifestação, chamando-a de “ato pela democracia” promovido pela “esquerda do amor”.

Já o ex-deputado Douglas Garcia divulgou vídeos e fotos em que aparece trocando socos com manifestantes. Em uma das publicações, ele afirmou: “Esquerdista foi me agredir na USP e apanhou”. Em vídeo gravado na entrada da Faculdade de Direito, Douglas alegou que foi atacado primeiro e que apenas reagiu. Segundo ele, manifestantes teriam rasgado sua camisa e desferido golpes antes da resposta. “Vieram pra cima e tomaram aquilo que estavam procurando”, declarou.

Até o momento, a Universidade de São Paulo não se manifestou oficialmente sobre o episódio, nem informou se haverá apuração administrativa ou medidas disciplinares em relação ao ocorrido. O caso reforça o clima de tensão política e polarização ideológica que ainda marca os debates públicos sobre os eventos de 8 de janeiro e suas consequências jurídicas e políticas.

📰 Da Redação / Chapada em Foco

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