O protesto tinha como pauta central a defesa da manutenção do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional. O texto vetado prevê a redução de penas para condenados pelos atos golpistas, tema que tem provocado forte polarização política no país.
Durante a manifestação, o ex-deputado estadual Douglas Garcia (União Brasil) e os vereadores Rubinho Nunes (União-SP) e Malcon Mazzucatto (União-SP) compareceram ao local, o que gerou reação imediata dos manifestantes. O clima rapidamente se agravou, resultando em troca de agressões físicas, empurrões e socos, registrados em vídeos que circularam nas redes sociais.
Em suas redes, o vereador Rubinho Nunes afirmou ter sido agredido ao participar do ato. “Fui na USP e desmenti o 8 de Janeiro da esquerda. No final, fomos agredidos”, escreveu. Em outra publicação, o parlamentar ironizou a manifestação, chamando-a de “ato pela democracia” promovido pela “esquerda do amor”.
Já o ex-deputado Douglas Garcia divulgou vídeos e fotos em que aparece trocando socos com manifestantes. Em uma das publicações, ele afirmou: “Esquerdista foi me agredir na USP e apanhou”. Em vídeo gravado na entrada da Faculdade de Direito, Douglas alegou que foi atacado primeiro e que apenas reagiu. Segundo ele, manifestantes teriam rasgado sua camisa e desferido golpes antes da resposta. “Vieram pra cima e tomaram aquilo que estavam procurando”, declarou.
Até o momento, a Universidade de São Paulo não se manifestou oficialmente sobre o episódio, nem informou se haverá apuração administrativa ou medidas disciplinares em relação ao ocorrido. O caso reforça o clima de tensão política e polarização ideológica que ainda marca os debates públicos sobre os eventos de 8 de janeiro e suas consequências jurídicas e políticas.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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