A operadora de planos de saúde Hapvida negou ou atrasou o atendimento a 4,6 mil crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ao longo de um período de 40 meses.
Os dados aos quais a coluna teve acesso são de um levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), realizado a pedido do Ministério Público Federal. O estudo reúne informações sobre pacientes menores de 18 anos com TEA que apresentaram demandas de cobertura contra a operadora de 2022 a 2025.
A demanda por cobertura junto à ANS é um instrumento previsto ao consumidor quando o plano de saúde se nega ou demora a autorizar um procedimento. A operadora alega que esses pedidos não significam que o atendimento foi dificultado (nota dentro da reportagem).
Menos de 20% das 4,6 mil demandas por atendimento foram resolvidas com a prestação do serviço.
Levantamento das ANS mostra que foram registradas 4.660 demandas de cobertura a beneficiários menores de 18 anos com TEA contra a Hapvida.
Ao Metrópoles, a Hapvida disse que apresentou comprovação do atendimento do paciente alvo do MPF. A operadora ainda disse que “não houve, em momento algum, suspensão sistemática de atendimentos a beneficiários com TEA, mantendo a assistência de forma contínua, em conformidade com a regulação da ANS e as diretrizes técnicas vigentes, mantendo sempre um diálogo contínuo com as famílias”.
fonte/reprodução:metropoles
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