Governo Lula sofre novo abalo com pedidos de saída de Lewandowski e Haddad



 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu antecipar seu retorno a Brasília diante da possibilidade de mudanças imediatas na composição do primeiro escalão do governo federal. Duas pastas estratégicas podem ter trocas de comando nas próximas semanas, após os atuais ministros manifestarem ao Planalto o desejo de deixar seus cargos.

Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, indicou a Lula a intenção de deixar o governo ainda nesta semana. Segundo interlocutores, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal estaria cansado com a falta de respaldo político em pautas consideradas prioritárias e com as dificuldades de articulação com o Congresso Nacional, em especial durante as discussões da PEC da Segurança Pública. A avaliação interna é que o desgaste acumulado e o clima de tensão institucional contribuíram para a decisão.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também sinalizou a possibilidade de saída até fevereiro. A expectativa é que ele passe a atuar de maneira mais direta na coordenação política da campanha de reeleição de Lula em 2026. No PT, há ainda discussões sobre uma eventual candidatura de Haddad ao governo de São Paulo ou ao Senado Federal, mantendo-o como um dos principais nomes do partido para disputas nacionais e estaduais.

Caso a saída se confirme, a tendência é que o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, assuma interinamente o comando da pasta, garantindo continuidade às políticas econômicas em andamento até a definição do substituto definitivo.

As possíveis mudanças ocorrem em um momento de reavaliação política e administrativa dentro do governo. O retorno antecipado de Lula a Brasília tem como objetivo conduzir pessoalmente as negociações e definir a nova configuração ministerial, buscando preservar a base de apoio no Congresso e manter a agenda prioritária do Executivo.

Nos próximos dias, o presidente deve se reunir com lideranças partidárias e auxiliares diretos para avaliar os cenários e bater o martelo sobre as substituições, em um movimento que pode desencadear uma nova rodada de rearranjos políticos dentro do governo federal.

📰 Da Redação / Chapada em Foco

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