Bahia é o segundo estado com maior percentual de presos que não retornaram após saidinha de Natal



A Bahia aparece como o segundo estado brasileiro com o maior percentual de presos que não retornaram às unidades prisionais após a saída temporária concedida no Natal de 2025. De acordo com levantamento divulgado pelo G1, 739 detentos foram autorizados a deixar os presídios baianos durante o período festivo, mas 60 deles não retornaram dentro do prazo estabelecido pela Justiça, o que representa cerca de 8,1% do total de liberados.

Atualmente, o sistema prisional da Bahia abriga 16.443 presos. Embora o número absoluto de detentos que descumpriram o retorno não seja o maior do país, o percentual coloca o estado atrás apenas do Rio de Janeiro, que lidera o ranking proporcional. No estado fluminense, 259 dos 1.848 presos beneficiados com a saidinha natalina não voltaram às penitenciárias, o equivalente a 14%.

Em números absolutos, a Bahia ocupa a quarta posição nacional entre os estados com maior quantidade de presos que não retornaram após a saída temporária. À frente estão São Paulo, com 1.131 detentos em situação irregular; o Rio de Janeiro, com 259; e o Pará, com 202.

O levantamento também aponta que oito estados brasileiros não adotam o benefício da saída temporária. São eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A chamada “saidinha” é um benefício previsto na legislação penal e destinado a presos que cumprem pena em regime semiaberto. Para ter direito, o detento deve apresentar bom comportamento e já ter cumprido pelo menos um sexto da pena, se for réu primário, ou um quarto, em caso de reincidência. O benefício costuma ser concedido a presos que trabalham ou estudam fora da unidade prisional durante o dia.

A legislação, no entanto, estabelece restrições. Presos condenados por crimes hediondos ou cometidos com grave ameaça ou violência, como homicídio, não têm direito à saída temporária.

Os dados reacendem o debate sobre a eficácia do benefício e os impactos na segurança pública, especialmente em estados com altos índices de descumprimento das regras impostas pelo Judiciário.

📰 Da Redação / Chapada em Foco

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