Apenas poucas horas depois de a Assembleia Legislativa da Bahia aprovar, em meio a forte polêmica, obstrução da oposição e uma votação que atravessou a madrugada, o 22º pedido de empréstimo do atual governo, o governador Jerônimo Rodrigues voltou a protocolar mais uma solicitação de crédito.

Desta vez, o pedido autoriza o Estado a contratar R$ 720 milhões junto ao BNDES, elevando ainda mais o volume de endividamento de um governo que, em menos de três anos, já acumulou mais de R$ 26 bilhões em empréstimos aprovados.

A sucessão de pedidos tem acendido o alerta no meio político e econômico. Afinal, a Bahia está quebrada? Ou o Estado passou a funcionar exclusivamente à base de empréstimos?

Somando os valores já aprovados, analistas calculam que o governo teria contratado, em média, cerca de R$ 1 milhão em empréstimos por hora ao longo dos três primeiros anos de mandato. Um número que impressiona e reforça o questionamento sobre planejamento, equilíbrio fiscal e transparência.

Apesar do discurso oficial de que os recursos são destinados a investimentos em áreas estratégicas, falta clareza sobre onde e como esses bilhões estão sendo aplicados, o que alimenta a desconfiança da sociedade.

Críticas duras e rompimento político

O deputado estadual Cafu Barreto, que recentemente rompeu com a base governista e declarou apoio ao grupo liderado por ACM Neto, foi direto ao criticar o novo pedido de empréstimo. Segundo ele, a Assembleia Legislativa deu respaldo total ao governo nos últimos anos, mas o limite foi ultrapassado.

“Nos últimos três anos, eu e a Assembleia Legislativa confiamos e demos total apoio ao governador, autorizando antecipações de receita e operações de crédito. Mas isso chegou a um limite extremo. Não é mais possível, nem plausível, continuar nesse nível de endividamento. O governo não consegue dar um passo sem dinheiro emprestado. Não podemos aceitar que a Bahia chegue a esse ponto”, afirmou Cafu Barreto.

Fonte: Irecê Acontece/Facebook