Filho de Lula fez 1,5 mil transações bancárias e movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, revela quebra de sigilo


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de todas as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS em uma votação conjunta que incluía Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão, proferida na noite desta quinta-feira (5), anula os efeitos da votação realizada pela comissão parlamentar, mas não interfere na quebra de sigilo anteriormente autorizada pelo próprio STF a pedido da Polícia Federal.

A defesa de Fábio Luís contestou a legalidade da medida adotada pela CPMI, argumentando a inexistência de elementos que o liguem às fraudes investigadas no INSS. Segundo os advogados, as movimentações financeiras citadas são lícitas e declaradas, envolvendo rendimentos próprios, empréstimos ao pai ou antecipação de herança. Também foram detalhados pagamentos referentes a aluguéis e acertos de sociedades empresariais.

Ao anular a decisão da comissão, o ministro Flávio Dino fundamentou que a quebra de sigilo de cada investigado deveria ter sido votada de forma individualizada, e não em bloco. A medida estende um entendimento já aplicado anteriormente em favor da empresária Roberta Luchsinger.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que não se manifestará sobre o caso, uma vez que os esclarecimentos necessários já foram apresentados pela defesa de Fábio Luís.

Fonte: G1 / Poder360

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