A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União realizaram, na manhã desta quarta-feira (28/1), uma operação para investigar suspeitas de fraudes em contratos firmados pela Prefeitura de Juazeiro, no norte da Bahia, envolvendo recursos destinados à saúde pública.
Batizada de Operação Litíase, a ação apura um esquema de direcionamento de contratações na área de serviços hospitalares, com uso de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo as investigações, os contratos teriam sido firmados durante a pandemia da Covid-19, mas os repasses se estenderam até 2023.
Um dos focos da apuração é a locação de um imóvel contratado pelo município para funcionamento de serviços de saúde. De acordo com a Polícia Federal, o contrato foi celebrado sem detalhamento sobre como seriam realizados atendimentos e internações.
Além disso, o endereço do imóvel coincidia com a sede do próprio instituto contratado para prestar os serviços médicos.
Auditorias também identificaram falhas nos processos licitatórios e pagamentos feitos sem comprovação da efetiva execução dos serviços. Entre os pontos analisados estão a ausência de registros sobre exames realizados, número de atendimentos e critérios técnicos que justificassem os valores pagos.
As contratações investigadas resultaram em repasses superiores a R$ 13 milhões às empresas envolvidas. Desse total, cerca de R$ 7 milhões teriam origem em recursos federais destinados ao SUS.
Durante a operação, cerca de 30 policiais federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Juazeiro.
fonte/reprodução:metropoles
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