O líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, protagonizou um ato de forte repercussão política ao jogar sal grosso em frente à casa onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou parte da infância, no município de Caetés, no Agreste de Pernambuco. A ação foi registrada em vídeo e publicada nas redes sociais pelo próprio Renan nesta quinta-feira (15/1).
No registro, o dirigente do MBL afirma que o gesto simbolizaria um desejo de que “nunca mais outro Lula possa nascer no Brasil”. Renan faz uma analogia histórica ao citar os romanos, que, segundo ele, teriam jogado sal sobre Cartago após derrotar seus inimigos, como forma simbólica de impedir que algo voltasse a prosperar no local.
A residência tem forte valor simbólico para o presidente da República. Foi nesse imóvel que também viveu Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, mãe de Lula, responsável por criar oito filhos no local, sendo o atual presidente o sétimo deles. Ao longo dos anos, a casa se tornou um marco da trajetória pessoal e política de Lula.
Durante o vídeo, Renan Santos classifica o imóvel como “território inimigo” e associa o presidente a escândalos de corrupção, citando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele também critica o que chama de tentativa de Lula de vender a imagem de uma “casa comum” como símbolo político.
A casa original chegou a se deteriorar com o passar do tempo, mas foi reconstruída em 2022 por iniciativa do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco, com apoio de amigos e familiares do presidente, que ajudaram a reconstituir as características do imóvel. Lula visitou a residência reformada em julho daquele ano, em um evento que reuniu lideranças políticas e apoiadores.
O episódio gerou reações nas redes sociais e reacendeu o debate sobre limites do embate político, simbolismos históricos e o uso de atos provocativos no cenário de polarização nacional.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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