O motivo é estrutural, explicam investigadores. Há frentes da investigação que não estão sob o comando do ministro nem concentradas no Supremo. Em São Paulo, por exemplo, apurações envolvendo fundos e estruturas financeiras seguem em curso e podem gerar novos fatos a qualquer momento. Mesmo que Toffoli tente “organizar” o caso no STF, o desgaste pode vir por fora.
Esse diagnóstico já foi levado diretamente à maioria dos ministros da Corte. Investigadores alertaram que o caso tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, transformando um problema individual em risco institucional. Ministros estão cientes da gravidade do quadro.
Dentro do Supremo, a leitura é dura, mas pragmática. Há quem concorde que a situação é complexa demais para que o ministro permaneça à frente do caso e defendem uma saída para baixo, ou seja, que o caso desça para a primeira instância.
Essa saída é vista como o “feijão com arroz” jurídico: não cria tese nova, é defensável tecnicamente, tira Toffoli do centro do caso e reduz a pressão direta sobre o STF. Não é uma saída honrosa. É apenas a menos traumática para a Corte.
Essa é considerada a alternativa possível justamente porque a outra — Toffoli simplesmente deixar o caso — não é vista como factível. Ministros não acreditam que ele toparia se afastar voluntariamente da condução.
Ao mesmo tempo, há uma queixa interna: não houve uma tentativa real de convencimento institucional. Faltou uma conversa direta, coordenada, que buscasse construir essa saída antes que a crise ganhasse dinâmica própria.
fonte: portalg1
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