O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu elevar o combate ao crime organizado ao patamar de “ação de Estado”. A medida prevê uma atuação integrada e permanente dos órgãos da União para enfrentar facções criminosas em todo o país.
Segundo o ministro, o enfrentamento ao crime organizado exige articulação absoluta entre Executivo, Ministério Público e Poder Judiciário, indo além de iniciativas isoladas de governo. Para ele, o reconhecimento da gravidade do problema por todas as instituições é fundamental para garantir resultados efetivos.
“A Receita Federal e a Polícia Federal já vêm tomando inúmeras iniciativas no combate a determinados segmentos do crime organizado. Todavia, a efetividade dessas medidas, muitas vezes, ultrapassa os limites da ação apenas do Executivo ou de ações de governo”, explicou Lima e Silva.
O ministro ressaltou que, apesar dos esforços da Polícia Federal e da Receita Federal, muitas medidas só produzem efeitos concretos quando passam pelo crivo do Ministério Público e chegam ao Judiciário. “Para que tenham a efetividade necessária no combate ao crime, é indispensável essa cooperação institucional”, destacou.
Ainda em sua primeira declaração pública após assumir o cargo, Wellington César reforçou que ações de governo, mesmo quando bem estruturadas, precisam da cooperação do Estado como um todo para alcançar o grau de eficácia esperado no enfrentamento ao crime organizado.
O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após uma reunião convocada pelo presidente Lula com o novo ministro e outras autoridades, dedicada exclusivamente à discussão de estratégias para combater facções criminosas no país.
📰 Da Redação / Chapada em Foco
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