A trajetória de Ângelo Coronel no campo governista chegou ao fim. O senador baiano deixou o PSD, dentro de um acordo nacional que afetou a composição política na Bahia e o retirou da chapa do governador Jerônimo Rodrigues.
Filiado agora ao Republicanos, Coronel migrou para a oposição e integra a chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que sinaliza apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A composição da chapa também reúne o ex-ministro João Roma, do PL, pré-candidato ao Senado, e o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, do PP, como pré-candidato a vice-governador, formando uma aliança entre União Brasil, PL, PP e Republicanos que tem a oposição baiana sob um único palanque.
O senador construiu sua carreira na Bahia sob a tutela de lideranças petistas. Foi eleito ao Senado em 2018 com o apoio explícito do ex-governador petista Jaques Wagner.
Além disso, presidiu a CPMI das Fake News entre 2019 e 2020, comissão criada para investigar os supostos ataques cibernéticos nas eleições de 2018 e a suposta disseminação de perfis falsos nas redes sociais.
O racha no campo governista baiano é considerado um dos fatores que mais preocupam o Planalto no Nordeste, região que em 2022 garantiu a Lula uma vantagem líquida de 12,9 milhões de votos sobre Bolsonaro.
Na Bahia, segundo maior colégio eleitoral do Nordeste, essa reconfiguração pode ter pêndulo tanto na disputa pelo governo estadual quanto no páreo presidencial de outubro.
fonte:conexaopoliticabrasil
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