Lula nomeia Wellington César como novo ministro da Justiça e Segurança Pública

 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, nesta terça-feira (13), o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. A nomeação ocorre após a saída de Ricardo Lewandowski do comando da pasta e foi confirmada por meio de nota divulgada à imprensa após reunião entre o presidente e o advogado baiano.

Segundo o comunicado, a nomeação de Wellington César será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta terça-feira.

Com a escolha, a Bahia passa a contar com cinco representantes no primeiro escalão do governo federal. Além de Wellington César, integram o ministério do governo Lula os baianos Sidônio Palmeira (Comunicações), Rui Costa (Casa Civil), Margareth Menezes (Cultura) e Márcio Macêdo, que ocupa a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Trajetória no governo federal

Wellington César não é um nome novo no Ministério da Justiça. Ele já ocupou o cargo em 2016, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No entanto, sua primeira passagem foi curta. À época, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que ele não poderia permanecer no cargo por ser procurador de Justiça do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a menos que solicitasse exoneração da carreira.

Diante da decisão, Wellington César deixou o ministério 11 dias após tomar posse, sendo substituído pelo então vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão.

No atual mandato de Lula, Wellington atuava como secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, uma das funções mais estratégicas do Palácio do Planalto, com atuação direta junto ao presidente da República. Em julho do ano passado, deixou o cargo para assumir a função de advogado-geral da Petrobras, também por indicação do chefe do Executivo.

Retorno ao comando da Justiça

A nomeação marca o retorno de Wellington César ao comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, agora em um contexto político diferente daquele de 2016. A expectativa no Planalto é de que sua experiência jurídica e sua atuação próxima ao presidente contribuam para o fortalecimento da articulação institucional da pasta, que tem papel central nas áreas de segurança pública, política penitenciária e relação com o Judiciário.

📰 Da Redação / Chapada em Foco

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